terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Personagens

Protagonistas

➪ Lucas
Inicial: Chinchar
➪ Dawn
Inicial: Piplup
➪ Alex
Inicial: Turtuwig

Pagina em construção

História

Neo Sinnoh




O mundo pokemon é maravilhoso, a paz reina em Sinnoh e todos são felizes, parece um mundo ideal, claro que nem tudo é tão perfeito, mas isso só podia ser dito um anos antes desta história iniciar, era época do grande evento da liga pokemon, onde os melhores treinadores dos últimos anos se juntavam para travar batalhas um contra o outro para determinar que era o melhor.

Durante este evento um mal surgiu em Sinnoh, uma doença de origem desconhecida surgiu na região Oeste de Sinnoh e devastou a paz que existia, hoje uma cura foi encontrada, contudo o continente ainda é reinado pelo medo.

Poucos treinadores ainda encontram coragem para se aventurarem no continente, neo Sinnoh é as histórias de diversos jovens que ainda buscam a emoção da jornada. Eles enfrentaram mistérios que rodeiam Sinnoh e descobriram que nem todo mundo esta a favor da restauração da paz.

Marcelo Tabacnik

Ola a todos,
Eu me chamo Marcelo e agora em 2018, tenho 25 anos.

Eu sou estudante de ciências da computação na USP, no campos de São Carlos e sempre gostei de livros e histórias de aventura e fantasia. Apesar de escrever não faz parte do meu meio acadêmico, gosto de ver a escrita como um Hobby para meu dia a dia.

Conheci o mundo das Fanfics em 2014 e logo em 2015 tive vontade de escrever uma história minha, contudo por motivos diversos, eu acabei me afastando do mundo da escrita no final de 2016. Deixando assim meus projetos inacabados, Neo Sinnoh era um desses projetos. Sinto triste por ter abandonado esta história, eu tinha tantos planos para ela.

Acredito que eu não posso mais deixar meus texto incompletos e que chegou a hora de criar um compromisso não só com quem for ler esta história, mas comigo mesmo também. Eu estou voltando para o mundo das Fanfics e pretendo ficar por aqui até acabar com minha história. Eu gosto de escrever e criar histórias, não vou permitir que minha preguiça faça com que eu deixe este projeto novamente.

Contato

tabacnik@gmail.com
anangeom@gmail.com

Face: Marcelo Tabacnik

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Capítulo 5 - Fuga e Perigos (Dawn)

Mais um ano, mais três treinadores escolhidos, cuidar dos pokemon ano a ano era uma tarefa simples e até divertida, mas Dawn sempre ficava com um vazio em seu coração quando os via partir todos os anos com seus novos treinadores. Ela gostava deles, mas não era apenas a dor de vê-los partir que assombrava a garota, ela queria ser como aqueles que vinham buscar os pequenos todo ano, ela queria ser uma treinadora. Ela era filha do renomado professor Rowan e isto a tornava quase que sua assistente.

Todo ano ela pedia ao pai para poder ser uma dos treinadores, mas ela era jovem demais era a resposta. Um ciclo que era para acabar aos seus 15 anos, mas de novo sua chance escapava pelas suas mãos, seu pai falava que a concorrência aquele ano estava muito alta, podia até ser verdade, mas Dawn sabia que era só uma mentira do pai, pois soube que por algum motivo o filho do senhor Fuego, um dos escolhidos, havia recusado seu inicial e Rowan em vez de dar o pokemon então para Dawn, ele o entregou para Ivson, um garoto qualquer de Jubilife. Quando ela confrontou o pai com aquela noticia, ele não soube contra argumentar e prometeu que ela seria uma das escolhidas do próximo ano.

Parecia ter acabado bem, contudo algo que ninguém esperava aconteceu, a gripe negra surgiu em Sinnoh, uma doença tão contagiosa e tão letal, que dizimou mais da metade da população do oeste da região em poucos meses, um mal grande o suficiente para transformar promessas em mentiras. Rowan não chegou a pegar a doença, nem mesmo Dawn, mas ela os afetou, Rowan nunca nunca deixaria Dawn sair em uma jornada com o continente naquele estado.

A calamidade causada pela doença fez com que fosse cancelada a distribuição dos iniciais naquele ano, destruindo assim as chances de Dawn se tornar a treinadora que desejava ser, mas com a descoberta da cura, o dever de dar os iniciais voltou para Rowan e as esperanças de Dawn se reacenderam, logo eles receberiam a medicina, ela poderia finamente realizar seu desejo de seguir seu caminho em sua jornada e o dia finamente havia chegado. Um representante da galáctica chamado Fábio trouxe para Dawn e Rowan uma dose da cura para cada por seus trabalhos nos estudos da doença.

Rowan colocou os tubos sobre a mesa da cozinha, ele ia aplicar nele mesmo primeiro, ele abriu a tampa do frasco e quando levantou a mão direita para injetar a agulha o telefone do laboratório tocou.

― Quer que eu atenda pai? ― Perguntou Dawn. Rowan colocou o pote de volta na mesa.

― Não, pode deixar que eu mesmo atendo. ― O homem se levantou e foi até o aparelho. ― Alo, laboratório de Sandgem, Rowan falando... A sim Lucas, não se preocupe, vou ver alguém para pegar você aí. ― Rowan pegou sua pokedex e digitou alguma mensagem para alguém. Logo o aparelho apitou, provavelmente a resposta. ― Lucas, um amigo meu vai pegar você no centro da sua cidade amanhã de manhã... Boa sorte, até amanhã.

Rowan desligou o aparelho e iniciou sua caminhada de volta a mesa, ele provavelmente estava falando com um dos treinadores escolhidos. Turtwig já havia sido levado para Eterna, faltava Chinchar e Piplup, qual deles esse garoto, Lucas, escolheria? Se perguntou a garota. Rowan chegou a mesa e com um rápido movimento ele aplicou a cura em si mesmo, o homem se retraiu e fez uma expressão de dor que Dawn nunca havia visto, de fato falavam que a cura era violenta, para descontrair ela tentou desviar a atenção do pai da dor.

― Qual será que vai ser o inicial que irá sobrar para mim? ― Perguntou olhando para a maleta no canto da mesa.

Rowan respirou fundo e bateu na mesa com força. Dawn se assustou e voltou a atenção ao pai.

― Nenhum. ― Ele respirou fundo novamente. ― Você não é uma das escolhidas.

Dawn não acreditara nas palavras do pai, ele havia dito que ela seria uma das escolhidas.

― Mas...

― Nada de mas! ― Cortou Rowan, ele urrou de dor enquanto o pote da cura vazio caia de seu braço. ― O continente não é mais o mesmo, não vou permitir que você saia numa jornada com Sinnoh neste estado.

― Pai não existe mais perigo! ― Gritou Dawn inconformada. ― Esta cura nos deixa imune contra a gripe. ― Falou apontando para a outra dose sobre a mesa.

― A questão não é esta Dawn Rowan! ― Rowan a chamou pelo nome completo, ele só o fazia quando estava irritado com a filha. ― Acha mesmo que os únicos perigos que existem no mundo são relacionados e esta doença? ― Ele pegou o pote. ― Isto aqui não lhe protege contra tudo sabia?

― Eu já não sou mais criança! Tenho 16 e você oferece pokemon para treinadores mais jovens do que eu!

― Não sou o responsável por aqueles que dou os iniciais, não cabe a mim decidir por eles, mas eu como seu pai não irei permitir que saia nesta viagem!

Dawn percebeu a muralha formada em volta da opinião de Rowan, sua inconformação passou a ser tristeza.

― Mas você prometeu. ― Falou com uma lagrima começando a escorrer de seu olho.

― O mundo mudou Dawn. ― Comentou Rowan mais calmo. ― Entenda que outra doença como esta pode surgir a qualquer minuto.

― O que aconteceu foi um desastre, não vai acontecer de novo. ― Dawn lembrou de todos os anos que não pode pegar um dos iniciais e percebeu que talvez o pai nunca fosse lhe dar a chance de ser uma das escolhidas. ― O mundo continua o mesmo, quem mudou foi as pessoas. Amanhã estou saindo em minha jornada. ― Dawn sabia que estava desafiando o pai, ela não iria mais esperar ele cumprir suas promessas.

― Eu não vou lhe dar um inicial. ― Falou Rowan ainda calmo.

― Não precisa, a maioria das pessoas saem em jornadas sem um de seus inicias. ― Receber um dos três iniciais de Rowan era uma grande honra em Sinnoh, muitos treinadores sonhavam em iniciar suas jornadas com um dos três pokemon especiais, mas apenas três treinadores por ano tinha tamanha sorte, a grande maioria tinha de se virar com alternativas, era comum os novos treinadores receberem pokemon de seus pais para iniciar uma jornada.

― Vai andar por ai sem um pokemon? Não sabe que isto é perigoso?

― Sei, mas o único perigo que me impedia minha jornada era a gripe negra, mas agora ela não vai mais me afetar.

Rowan olhou para o pote que estava em sua mão.

― Dawn, o que você esta dizendo é irresponsável e uma loucura. ― Ele balançou o pote com a cura. ― Este remédio pode curar a gripe negra e imunizar as pessoas contra ela, antes dele existir você era uma testemunha como qualquer outra, ele não muda o que somos. Enquanto você não entender isto, não vou permitir que você o tome. ― Rowan fechou sua mão sobre o pote e o guardou em seu bolso.

― Pai, me de o remédio. ― Pediu Dawn com seriedade.

― Não, estou impedindo uma loucura. ― Dito isto ele saiu da cozinha e bateu a porta atrás de si.
Aquilo foi apenas o começo da discussão, mesmo Dawn gritando para o pai lhe dar a cura, ele não o fez. Novamente ele estava a impedindo de fazer o que queria, no meio de toda aquela injustiça uma raiva nasceu no amago de Dawn e no ápice de seus gritos, Dawn acabou declarando ódio ao pai, era o que ela realmente estava sentindo, mas ao dizer aquilo se arrependeu e Rowan a mandou ir para o quarto pensar em suas ações, porém já não havia mais o que pensar, ela já tinha tomado sua decisão no inicio de toda aquela discussão.

Dawn iria sair em sua jornada, talvez realmente fosse loucura, mas ela sabia que a distribuição da cura já havia começado, era só ela chegar em Jubilife antes de contrair a gripe negra estaria tudo bem, ela passou o ano como testemunha, não ia ser agora que ela se tornaria uma infectada. Não tinha razão para ter medo. Foi para seu quarto como o pai pediu, não para refletir sobre o que falou ao pai, mas para se preparar para sair no dia seguinte. Ela se arrumou de acordo com o guia de treinadores, montando assim uma mochila com trocas de roupa e comida. Foi dormir cedo aquele dia, se queria que seu plano funcionasse, ela teria de sair bem cedo na manhã seguinte, antes de Rowan acordar.

Apesar de ter ido para a cama cedo, ela acabou não conseguindo dormir muito durante a noite. Seu nervosismo atrapalhou na hora de dormir, estava acordada quando o sol nasceu. Quando os primeiros raios de luz atravessaram sua janela, ela já estava se levantando, colocou sua roupa e pegou a mochila. Dawn saiu de seu quarto fazendo o menor barulho possível e se direcionou para a porta da frente do laboratório, quando chegou na sala de entrada quase gritou de susto ao ver Rowan sentado em sua poltrona lendo um livro, não era costume dele ler aquele horário, parece que não foi apenas a Dawn que teve problemas com o sono.

Sorte da garota que ele não havia percebido sua presença no recinto, mas tentar sair pela porta principal iria chamar a atenção dele com certeza, ela teria de sair por uma janela, foi até a cozinha, onde tinha uma grande janela e ficava no andar térreo do laboratório e abriu o vidro para sua jornada, porém antes de sair percebeu a maleta dos iniciais no canto da mesa.

― Um inicial? Por que não? ― Falou ela para si mesma enquanto caminhava para perto da maleta, aquilo nunca tinha passado pela cabeça dela. Sim ela queria iniciar sua jornada, mas roubar um dos iniciais? Ela abriu a maleta e lá estavam as pokebola de Chinchar e Piplup. ― Bom dia meus pequenos. ― Dawn tocou as esferas e se lembrou da promessa que o pai fizera no ano anterior. ― Era para um de vocês ser meu e você parecia ser o mais animado com a ideia de eu me tornar uma treinadora. ― Falou pegando a pokebola de Piplup.

Rowan não aprovaria Dawn pegar aquele pokemon, mas nada do que ela estava fazendo seria aprovado pelo pai de qualquer forma. Se ela ia realmente fugir para ser uma treinadora,  então que fosse com um dos iniciais! Dawn guardou a pokebola em sua mochila, fechou a maleta e foi de volta até a janela, mas antes de sair viu um bloco do folhas na prateleira ao lado da janela. Por um momento passou pela cabeça dela a preocupação do pai quando ele percebesse que ela não estava mais ali e acreditou ser melhor deixar uma carta de despedida para Rowan. Pegou um papel no monte e escreveu algumas palavras ao pai.

'Pai cansei de ver apenas outros treinadores saindo em suas viagens enquanto eu sou obrigada a ficar presa aqui em casa, cansei de ser apenas uma testemunha da minha própria vida. Estou pegando este pokemon e vou sair na minha própria jornada, não importa se você permite ou não, eu não temo a gripe negra, vou encontrar minha própria cura. Adeus.'

Assim que ela terminou de escrever, Dawn dobrou o papel e colocou dentro da maleta, no local onde estava a pokebola de Piplup, ali com certeza ele iria achar o bilhete. Agora sim estava tudo pronto, Dawn foi até a janela, a abriu e pulou para o lado de fora, antes de partir encostou a janela e se direcionou rua a cima, ela manteve um ritmo rápido de caminhada enquanto estava na cidade, tinha medo de algum morador a visse e a levasse de volta para casa. Contudo Dawn não correu, não queria chamar atenção para si.

Logo ela já estava chegando no inicio da rota 202, já estava fora de Sandgem, ela não ia voltar atras, a jornada que ela tanto sonhou estava para começar. Respirou fundo os ares de Sinnoh e se direcionou para o norte, seu destino era sua cidade natal, Jubilife, onde ela conseguiria a cura para a gripe negra.

<<< | >>> (em breve)

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Notas do Autor - Capítulo 4 - 5em20

Olá leitores.
Estas são as notas do capítulo 4.

Parece que passou um tempo não, desculpem pela demora a postar o capítulo, coisas aconteceram em minha vida e eu perdi a vontade de escrever, mas não é justo com você que lê, com a história que criei e nem com a neo aliança que eu simplesmente pare minha história.

Temo que o hiatos que ocorreu possa ocorrer novamente, mas isso seria algo terrível, outro ano sem nada neste blog, faria com que não tivesse ninguém aqui além de eu mesmo. Quero ver a aliança crescer e não decrescer, mas para isso eu preciso fazer algo para mudar.



Desafio 5em20


O desafio 5em20 é nada mais que 5 capítulos em 20 dias. Espero com este desafio recuperar meu eu escritor, terminei o primeiro, faltam 4. O prazo se iniciou em 9 de setembro e acabará dia 29 de setembro, meu aniversario.

Penso estar escrevendo diferente de antes, talvez tenha mudado mais do que pensei, este capítulo pode ter sido o menor até agora, mas é assim mesmo. Os primeiros textos que escrevemos geralmente são pequenos.



Desculpem pelo desabafo aqui nestas notas. Até logo.

Capítulo 4 - O Inicial de Lucas (Lucas)

Riley parecia estar sofrendo muito, Lucas não sabia o que fazer. Ele esteve agindo estranho o dia todo, poderia ele estar com a gripe negra? Não... Nem faria sentido ele é um sobrevivente, Riley devia ser imune e era por isso que podia viajar, mas se não era a doença, então por que ele estava sofrendo tanto?

― Pare de lutar. ― Falou Barry irritado.

Lucas não esperava aquela fala dita por seu amigo, porque Barry iria querer que o Riley parasse de lutar? Lucas olhou assustado para o loiro e ele parecia estar realmente irritado, Lucas nunca tinha visto Barry daquele jeito, Barry estava sempre feliz e nunca deixava suas emoções negativas se mostrarem. Lucas ia perguntar o que deixou ele tão nervoso, mas Riley o cortou.

― Nossa já estamos chegando em Sandgem! ― Riley pegou uma pokebola de seu bolso e liberou um de seus pokemon. ― Prometi ao Lucario que ele estaria ao meu lado quando fosse entrar na cidade. ― Assim que Lucario se materializou ao lado de Riley, ele encarou Barry e se posicionou para um combate.

― O que esta fazendo Riley!? ― Perguntou Lucas nervoso, aquele pokemon era um perigo, o que podia acontecer se Lucario atacasse o Barry novamente?

― Estou liberando meu pokemon, ele sempre anda ao meu lado. ― Ele se ajoelhou ao lado de Lucario e colocou sua mão na cabeça dele. ― Não vai acontecer nada, esta tudo bem, certo Lucario? ― O pokemon olhou desconfiado para os lados, mas logo se acalmou e balançou a cabeça afirmativamente. ― Viu, não a nada para se preocupar.

Riley disse aquelas palavras com um sorriso no rosto, mas ele não devia agir daquela forma, mesmo que o pokemon não estivesse atacando agora, quem iria garantir que ele não atacaria novamente no futuro? Aquilo ainda preocupava Lucas, mas ele não tinha argumentos contra Riley.

― Certo, vamos continuar para Sandgem. ― Falou Lucas ainda não muito certo em relação a Lucario. Riley se aproximou de Lucario e falou algo baixo em seu ouvido, Lucas não conseguia ouvir o que ele falava ao pokemon. Lucario afirmou com a cabeça novamente e fechou os olhos. ― Vamos ou não?

― Vamos sim. ― Falou Riley se levantando e indo em direção a Lucas, com Lucario caminhando ao seu lado ainda de olhos fechados.

― O que ele esta fazendo? ― Perguntou Lucas receoso com a situação.

― Nada de mais, ele esta apenas observando a aura a nossa volta, Lucario é um pokemon muito especial, ele consegue sentir as auras de diferentes seres vivos a nossa volta, mesmo de olhos fechados ele consegue sentir nossa presença. ― Lucas estava um pouco receoso ainda com o pokemon. ― Sabe Lucas. ― Riley apoiou sua mão no ombro do garoto. ― Auras não conseguem esconder intenções, Lucario apenas atacaria Barry se ele apresentasse algum perigo a mim.

Lucario abriu os olhos encarando Barry e apontou sua pata na direção do loiro. Riley olhou para seu pokemon e depois para Barry.

― Ali? ― Falou Riley com uma expressão confusa. ― Não entendo.

― Para falar a verdade, eu também não entendo nada dessa coisa de auras. ― Falou Barry animado continuando no caminho para Sandgem. ― Vamos logo, não quero ficar aqui até amanha.

― Verdade, vamos! ― Respondeu Lucas seguindo o amigo.

O grupo continuou caminhando até a cidade e logo chegou ao seu destino. A cidade não era um dos maiores centros urbanos de Sinnoh, mas sem duvida era maior que Twinleaf. Isso foi visível logo de cara, pois ela tinha ruas asfaltadas e sinalizadas, a cidade recebia grande suporte tecnológico devido sua proximidade com a capital Jubilife, por causa desse grande desenvolvimento muitas pessoas foram procurar paz em cidades menores como Twinleaf.

O laboratório de Rowan ficava logo na entrada da cidade, o prédio era inconfundível, sem duvidas a maior construção de toda Sandgem. Os viajantes logo entraram no local, ele era espaçoso cheio de diferentes maquinas e vários tanques de diferentes tamanhos, logo no hall de entrada havia um grande aparelho de televisão e o ambiente tinha várias estantes de livros, sentado em uma poltrona perto de uma destas estantes estava um velho lendo um livro, ele parecia estar perdido em pensamentos, como se o livro não estivesse ali. Quando o homem percebeu a presença do grupo, ele pareceu se assustar, fechou o livro e se levantou.

― Ola Riley, como foi a viajem? ― Falou o homem.

― Já tive melhores. ― Respondeu Riley enquanto o velho se aproximava do grupo. ― Aqui esta Lucas, como o senhor pediu.

― Ola meu jovem, eu sou Rowan. ― O professor estendeu a mão para o garoto e eles se cumprimentaram. ― Parabéns você é um dos três treinadores escolhidos para receber um dos iniciais deste ano.

― Muito obrigado professor.

― Foi nada. Vamos pegar seu pokemon? ― Rowan guiou o grupo para algum lugar no fundo do laboratório.

Riley foi ao lado do professor conversar sobre algum assunto relacionado ao lago da verdade e Barry logo fez a pergunta que Lucas sabia que ia ter que responder mais cedo ou mais tarde.

― Então Lucas, qual vai ser seu inicial?

― Ainda não me decidi, qual foi o que você pegou? ― Barry riu da pergunta.

― Eu peguei o melhor é claro! O Piplup. ― Desta vez foi o Lucas que deixou escapar uma risada.

― Então eu vou ficar na vantagem, vou pegar o Turtwig.

― Não devia escolher seu pokemon com base nas escolha dos outros. Você tem que viver sua própria jornada!

― Eu sei, mas sabe, não importa o inicial, já estou feliz de poder estar saindo nesta jornada. ― Lucas respirou fundo. ― É como viver um sonho.

― Sim... este é o seu sonho. ― Falou Barry em tom triste, Lucas colocou a mão sobre o ombro do amigo.

― Não a motivo para ficar triste, sei que você acabou iniciando a jornada mais cedo, mas ainda podemos viajar juntos, certo? ― Lucas puxou o amigo para perto. ― Quando eu for forte o suficiente vou querer aquela batalha que prometemos!

O grupo entrou em uma sala, diferente do outro ambiente, o local era muito mais próximo a uma casa do que um laboratório em si, era uma cozinha, tendo até uma geladeira. Rowan foi até uma mesa próxima com Riley, enquanto os garotos apenas observavam o local. O professor pegou uma pokedex da mesa e trouxe até Lucas.

― Esta é a pokedex, ela serve como seu documento de treinador. ― Rowan abriu o aparelho. Ela tinha duas telas, a de baixo tinha um teclado touch e a de cima mostrava uma foto de lucas com seus dados ao lado. ― Ela registra todos os pokemon que você pegar, escaneia aqueles que você encontra e lhe informa um pouco sobre o mesmo. ― Ele apontou o aparelho para Lucario e apertou um botão do objeto. Uma voz metálica soou do aparelho.

'Lucario, o pokemon aura. Ele consegue sentir a aura de todos os objetos e pessoas, conseguindo assim perceber coisas que outros pokemon não percebem.'

― Bem, isto foi apenas um pequeno resumo. ― Continuou Rowan. ― Você pode ler mais sobre o pokemon na pagina dele. Outro importante uso da pokedex é mandar mensagens, desse jeito você consegue se comunicar com qualquer um que você conhecer em sua viagens, inclusive comigo se precisar saber de mais alguma coisa. ― O professor entregou a pokedex a Lucas.

― Muito obrigado professor. ― Falou o garoto pegando o objeto.

― Agora vamos ao seu pokemon. ― Rowan caminhou até uma maleta que estava em cima da mesa e fez um sinal para Lucas se aproximar.

― Eu já sei qual eu vou pegar professor, vai ser o Turtwig!

― Desculpe Lucas, mas ele foi para Eterna, Gardenia reservou o Turtwig para um treinador. ― Lucas fez uma cara de decepção e Barry começou a rir. ― Mas não se preocupe os outros ainda estão aqui.

― Então eu vou querer o Piplup. ― Ele encarou o amigo que anida estava rindo. ― Se não posso ter vantagem, então o meu sera ainda mais forte que o seu. ― Falou ele irritado.

Rowan abriu a maleta e lá havia três encaixes para pokebola, cada um tinha o nome de um inicial. Onde estava escrito Turtwig, estava vazio. Onde estava, Chinchar havia uma pokebola e onde estava es Piplup, havia apenas um papel dobrado. Barry começou a rir ainda mais e quando Lucas percebeu o motivo não acreditara.

― Só sobrou o Chinchar? ― Perguntou ele desiludido.

Rowan se espanto com o comentário do garoto, mas quando ele olhou para a maleta e viu o bilhete, seu rosto passou de espanto para preocupação, ele pegou o bilhete e abriu para ler, enquanto Lucas foi andando até a maleta para pegar a bola de Chinchar. O garoto apertou o botão da esfera rubra e dela saiu um pequeno macaco laranja e beje, com uma chama na base de suas costas.

Lucas ainda não conseguia acreditar que ele havia ficado com o último, ainda mais com a sua última opção. Estava ele tão atrasado assim? O pequeno macaco a frente dele sorriu e ele acabou por sorrir de volta, ainda sim era seu primeiro pokemon, como ele tinha dito antes, não importava o inicial e sim a viajem que estava por vir.

― Dawn! ― Gritou Rowan em fúria, jogando o bilhete em cima da mesa e saindo as pressas da sala. Nenhum dos jovens parecia ter entendido o que havia acontecido, Riley foi até a mesa e pegou o bilhete e pareceu ter visto um fantasma.

― Essa garota só pode estar brincando! ― Ele deixou o bilhete sobre a mesa e foi atrás de Rowan com Lucario o seguindo. Logo mais um grito de Rowan chamando pela tal da garota ecoou pelo laboratório.

Lucas ficou curioso e foi ler o bilhete também.

'Pai cansei de ver apenas outros treinadores saindo em suas viagens enquanto eu sou obrigada a ficar presa aqui em casa, cansei de ser apenas mais uma testemunha. Estou pegando este pokemon e vou sair na minha própria jornada, não importa se você permite ou não, eu não temo a gripe negra, vou encontrar minha própria cura. Adeus.'

― A garota é uma testemunha? ― Perguntou Lucas.

― Improvável. ― Respondeu Barry. ― Ela deve ter tomado a cura como você, não? ― Perguntou ele de volta.

― Aqui não diz nada. ― Os gritos de Rowan ecoaram pela casa novamente.

Lucas ficou preocupado com aquela situação e seguiu o grito até a sala de entrada do laboratório. Barry e Chinchar seguiram Lucas. Lá estava Riley e Rowan perto da porta.

― Rowan sua filha já é imune? ― Perguntou Riley puxando o professor com força para ele se acalmar. Rowan pareceu não estar vendo Riley a sua frente e então o jovem deu um soco no rosto de Rowan. ― Rowan responda minha pergunta. ― Gritou Riley.

Rowan quase caiu com o golpe, mas aquilo pareceu ter trazido ele de volta a si.

― Não. ― Falou Rowan em um tom baixo e triste. Ele foi caminhando até a poltrona que estava mais cedo e se sentou nela. Ele então colocou a mão sobre o local onde Riley havia socado. ― Dawn onde você foi? ― O professor parecia estar novamente estar perdido em seus pensamentos.

― Absol preciso de você. ― Falou Riley enquanto um pokemon quadrupede branco e azul se formava a sua frente. O pokemon era lindo, Lucas nunca tinha visto nada como ele. Riley retirou uma seringa da cura de seu bolso e colocou enrolado num pano. ― Absol, leve isto a filha de Rowan, você deve lembrar dela, uma garota de cabelo preto azulado. ― O pokemon abaixou a cabeça e Riley prendeu o pano no pescoço de seu pokemon. ― Por favor seja rápido.

Quando Riley terminou seu pedido ao seu parceiro, o pokemon se virou e num simples salto ele desapareceu da vista de Lucas, aquela velocidade parecia superar a do ataque que Lucario fizera a Barry mais cedo aquele dia.

― Rowan, vou encontrar sua filha. ― Falou Riley saindo do laboratório. ― Lucario, mostre o caminho. ― O pokemon seguiu seu mestre e ambos seguiram o caminho tomado por Absol.

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Notas do Autor - Capítulo 3 - Arcos

Olá leitores!
Trago para vocês as notas do capítulo 3 ^^

Para que esta se perguntando se eu vou fazer as notas para o capítulo 1 ou 2, a resposta é provavelmente não, pois não acredito que as notas do autor sejam um meio legal de comunicação entre escritor e leitor. Podemos fazer isto de maneira muito mais pessoal pelos comentários!

Mas não significa que elas não vão existir, sempre vai ter um ou outro capítulo que eu vou fazer as notas para falar alguma curiosidade ou detalhe extra sobre a história que não vai ser contado nos capítulos!


Certo agora vamos falar sobre o motivo destas notas.


Como você pode ter percebido, na pagina dos capítulos, agora tem uma nova divisória! Elas são os arcos, eles vão funcionar como as temporadas de uma série. Neles vamos ter um enredo principal e normalmente ao final do arco algum grande evento na trama ocorrerá.

Criei estas divisória para facilitar a organização dos capítulos, dessa maneira será muito mais fácil qualquer um conseguir localizar o momento da história que cada capítulo estará inserido.

Não existe tamanho fixo para os arcos, pode variar dependendo da importância e quantidade de personagens participantes, vamos pegar o primeiro arco como exemplo: A utopia de Lucas será um arco mais curto, teremos provavelmente 9 ou 10 capítulos.

Ao final de cada arco, será lançado um capítulo especial bônus! Sim, teremos especiais aqui na Neo Sinnoh e eles vão ser postados exclusivamente aqui no Blog! Os especiais teram como protagonista, um não protagonista! Como assim Marcelo? Bem os protagonistas são os personagens que contam a história, Riley por exemplo, um não protagonista existe na história, mas não a conta, Carlos Fuego Junior por exemplo.



Bem era isso que eu tinha para falar, espero que estejam gostando da Neo Sinnoh e vejo vocês na próxima! Até lá!